Numa noite fria, escura, noctâmbula, o céu sorriu pra mim. Eu não respondi. Sabia que o fim estava próximo. Tudo aquilo era apenas passageiro, vagava por tudo aquilo que existia. Não sabia se era dor, separação ou quebra de alguma coisa. Sabia que o fim estava próximo. Não era um fim que pudesse trazer a tona, qualquer simulacro, ou uma haste de lembrança. Era nunca mais!
A rua era estreita, gelada, oca, sem nada. Somente o choro cabia.
As lágrimas se juntavam à poça d’água.
Eu caminhava, o andarilho era estranho, as pessoas eram menos importantes. Quando se está sozinho está sozinho, nem a solidão acompanha. Só sei que era o fim. O grito vadio dos outros germinavam a solidão. A felicidade, a cerveja, a menina que espera, o rapaz que se vai, correndo ao encontro do esperado, tudo era reduzido ao vazio instante do nada. Eu sonâmbulo, ali. O frio aumentava e o andar continuava. O caminho se tornava longo, por piedade, para ver se diminuía a tristeza e adiava o encontro que trazia o fim, mas era cruel ao mostrar a enorme expectativa.
O táxi vinha eu continuava a andar, o outro táxi vinha... era o ponto do táxi, eu continuava a andar. E eu caminhei. No lugar de encontro, era o que se esperava, o abandono vestido de gente preferida. Era até mesmo um sorriso cortês o puro desconcerto. Ele deu as mãos. As mãos? Frias, trêmulas, prósperas de dizer um não. Eu era só encontro, eu era só ilusão e minha boca se abria em espasmo e descrédito! Eu não agüentava esperar! Ele era sonho e se transformou em fim.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Metron
Meço
Meço meu maço de palavras
Dúzias
E digo as dúvidas de vida
Reduzo
Ao extremo
Descortino-me em novas propriedades
Exibo
As medidas incontáveis
Detestáveis para alguns
E arrebento mesuras
E digo
Meu Deus, me "mida"
Meço meu maço de palavras
Dúzias
E digo as dúvidas de vida
Reduzo
Ao extremo
Descortino-me em novas propriedades
Exibo
As medidas incontáveis
Detestáveis para alguns
E arrebento mesuras
E digo
Meu Deus, me "mida"
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
TUDO QUE HOUVER NESTE MUNDO
Tudo!
Quero que tudo neste mundo
Gire
Gire em torno de seu corpo
Vire e peça
Pra você viver
E falar
Quero
Que tudo que houver neste mundo
Morra pra você recriar
E ser dono de tudo
Inclusive de mim
Gostaria de estar mais sozinho
Das pujâncias de seu carinho
Não queria estar mais dormindo
Choraria seu canto baixinho
E tocava as noite a fio
E pediria pra você notar que...
Tudo
Tudo que houver neste mundo
Possa te tocar mais fundo
Levaria o sol pra brilhar
Sua morenice
Eu
Que morreria tão profundamente
Nada na vida seria tão derrepente
Eu poder, suas mãos encontrar e ver
Que tudo que houver neste mundo
Nada mais faz sentido
Se você não existir
Diga que tudo isso resiste
Pra que tudo que houver neste mundo
Numa vida, tudo transformar
Quero que tudo neste mundo
Gire
Gire em torno de seu corpo
Vire e peça
Pra você viver
E falar
Quero
Que tudo que houver neste mundo
Morra pra você recriar
E ser dono de tudo
Inclusive de mim
Gostaria de estar mais sozinho
Das pujâncias de seu carinho
Não queria estar mais dormindo
Choraria seu canto baixinho
E tocava as noite a fio
E pediria pra você notar que...
Tudo
Tudo que houver neste mundo
Possa te tocar mais fundo
Levaria o sol pra brilhar
Sua morenice
Eu
Que morreria tão profundamente
Nada na vida seria tão derrepente
Eu poder, suas mãos encontrar e ver
Que tudo que houver neste mundo
Nada mais faz sentido
Se você não existir
Diga que tudo isso resiste
Pra que tudo que houver neste mundo
Numa vida, tudo transformar
QUE BICHO É ESSE?
Bicho que move as gentes
Vai roendo tudo por dentro, bicho!
É bicho que come gente
É bicho que mente
Que engole quente
Tudo que sente, bicho
A gente geme
E ele nem tá ai
Nem quer sair
Quer que continue
e que mude tudo que esta aqui
Bicho
Que mastiga a mente
Bicho que mata derrepente
Bicho que move mundo
E que roe fundo
a carne da gente!
Bicho, o que você sente?
Algo que morde rente
A nossa boca
O nosso lábio
A gente não quer
Mas ele morde, Bicho
E que roer, bicho!
Bicho engole arrente, bicho!
Bicho, engole tudo!
Vai roendo tudo por dentro, bicho!
É bicho que come gente
É bicho que mente
Que engole quente
Tudo que sente, bicho
A gente geme
E ele nem tá ai
Nem quer sair
Quer que continue
e que mude tudo que esta aqui
Bicho
Que mastiga a mente
Bicho que mata derrepente
Bicho que move mundo
E que roe fundo
a carne da gente!
Bicho, o que você sente?
Algo que morde rente
A nossa boca
O nosso lábio
A gente não quer
Mas ele morde, Bicho
E que roer, bicho!
Bicho engole arrente, bicho!
Bicho, engole tudo!
Imaginem, Gente!
Hoje, eu tenho um blog!
Na verdade, aki, eu pretendo escrever algumas coisas inúteis e não-práticas para os seres mais verborrágicos que existem. Claro, eu pretendo mostrar obras minhas (e mínimas) que não contribuem para a diversidade da literatura mundial
Eu quero dizer que NÃO VOU ME PREOCUPAR COM A GRAMÁTICA!
Se não seria um ser tão canalha que se preocupa com o modelo vernáculo!
Eu sou contra o modelo! O modelo reune tudo aquilo que há de mais desagradável na modalidade humana. Ele reune a covardia humana. O herói é o modelo da coragem humana e a vergonha dos valentes. Ele escolhe o mais tortuoso por que a vontade do homem é tortuosa.
Eu estou agora precisando escrever e atuar! Eu preciso gritar! Gritar fundo, espantar todo o modelo que existe em mim!
O modelo é a marca de nascença e de crença do ser humano! Ele se refugia nisso! Ele não quer ser disforme, torto, desvalido, quebrado! Ele quer ser reto, medido
EST MODUS IN REBUS
EST MODUS IN REBUS?
ESTE MODO É REBULIÇO?
MODO REBULIÇO
REBULIÇOMODO
EU REBOLIÇO O MODO
Quero provocar a modo, a modernidade, a forma! Quero desfomar, desenformar e privilegiar o desinformar. É nisso que leva o homem a si, busca de si o que há de melhor
ESTOU ESCREVENDO MERDA.............
QUE BOM!
é da merda que sai a glória!
Só a verborragia labirintica acredita nisso!
So se labirinta-se aquele que se move e se dispõe a labirintear
Labirinteamo-nos juntos, agora!
Num organismo pulsante que é nosso coração!
Gritaremos o sangue que jorra em cada veia como pulsa a luz, a energia em dinamys
EST MODUS IN REBUS
REBULIÇO ESTE MODO
Hoje, eu tenho um blog!
Na verdade, aki, eu pretendo escrever algumas coisas inúteis e não-práticas para os seres mais verborrágicos que existem. Claro, eu pretendo mostrar obras minhas (e mínimas) que não contribuem para a diversidade da literatura mundial
Eu quero dizer que NÃO VOU ME PREOCUPAR COM A GRAMÁTICA!
Se não seria um ser tão canalha que se preocupa com o modelo vernáculo!
Eu sou contra o modelo! O modelo reune tudo aquilo que há de mais desagradável na modalidade humana. Ele reune a covardia humana. O herói é o modelo da coragem humana e a vergonha dos valentes. Ele escolhe o mais tortuoso por que a vontade do homem é tortuosa.
Eu estou agora precisando escrever e atuar! Eu preciso gritar! Gritar fundo, espantar todo o modelo que existe em mim!
O modelo é a marca de nascença e de crença do ser humano! Ele se refugia nisso! Ele não quer ser disforme, torto, desvalido, quebrado! Ele quer ser reto, medido
EST MODUS IN REBUS
EST MODUS IN REBUS?
ESTE MODO É REBULIÇO?
MODO REBULIÇO
REBULIÇOMODO
EU REBOLIÇO O MODO
Quero provocar a modo, a modernidade, a forma! Quero desfomar, desenformar e privilegiar o desinformar. É nisso que leva o homem a si, busca de si o que há de melhor
ESTOU ESCREVENDO MERDA.............
QUE BOM!
é da merda que sai a glória!
Só a verborragia labirintica acredita nisso!
So se labirinta-se aquele que se move e se dispõe a labirintear
Labirinteamo-nos juntos, agora!
Num organismo pulsante que é nosso coração!
Gritaremos o sangue que jorra em cada veia como pulsa a luz, a energia em dinamys
EST MODUS IN REBUS
REBULIÇO ESTE MODO
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